Sem Censura





02/10/2006 18:52




A experiência de um sacerdote frente a mentira do aborto - 24/09/2006

Caríssimos irmãos, há mais ou menos quatro meses, fui procurado por um casal jovem que estava vivendo uma situação muito difícil. Eles tinham recebido a notícia de que ela estava gestando uma criança "anencéfala". Diante de tal situação, sentia-me impotente, mas com a convicção de que o Senhor tinha colocado esse casal à minha frente para que eu pudesse ajudá-lo. Confesso que para mim não foi fácil, pois acredito que, no mundo em que nós vivemos, situações como essas são tratadas com muita frieza ou de forma mui simplista. Com efeito, esse caso não fugiu à regra... O médico tinha feito o diagnóstico e já tinha aconselhado o aborto, porque "o objeto que estava dentro dela não era uma pessoa, pois não tinha cérebro e não viveria muito tempo".

A realidade era complexa porque eu me perguntava: "o homem é só cérebro?

Como um médico pode estar com a consciência tranqüila, aconselhando a tal monstruosidade?"

Sentia que o casal tinha tomado a decisão de fazer o aborto porque estavam impressionados com a explicação e com as fotos mal tiradas que o médico lhes apresentou. Sentia-me impotente, mas com a certeza de que o homem é muito mais que cérebro, que pernas, que braços... O homem tem uma realidade que lhe transcende, que não morre, que é espiritual! Depois de três horas de conversa e ajudados também por uma médica católica, o casal convenceu-se de que a gravidez deveria ir até o final para experimentar o poder da vida. Uma das coisas que me impressionaram neste tempo foi ver o semblante da mãe: em todos os momentos transmitia felicidade, Paz... E, em alguns momentos, o combate e o medo de como tudo aconteceria, mas sempre ajudados pelo Sacramento da eucaristia e o acompanhamento da médica.

Chegou o dia do nascimento de um grande menino.
Cheguei cedo ao hospital, pois tinha prometido aos pais batizar a criança assim que viesse ao mundo, porque já sabíamos que o Senhor nos concederia a criança por alguns minutos. Estava um pouco apreensivo, pois nunca tinha vivido uma experiência tão forte assim. Minha surpresa foi novamente encontrar com a mãe da criança antes do parto e notar que ela acariciava sua barriga, transmitindo naquele momento amor pelo seu filho. Lembro-me de ter falado para os pais, nesses quatro meses, que deveriam aproveitar o tempo que o Senhor tinha concedido a eles de estarem com a criança, pois para nós, cristãos, somos chamados a viver cada minuto da nossa vida com intensidade porque a nossa existência aqui é muito breve; fomos criados por Deus para estarmos com Ele.

No momento do parto, ao estar novamente com a mãe da criança, encontrei uma mulher muito jovem (mais ou menos 19 anos), de rosto sereno e semblante que transmitia Paz. Neste momento, enchi-me de alegria, pois percebi a presença do Senhor que estava com ela, dando-lhe forças para que testemunhasse que nós acreditamos num Deus de vivos e não de mortos, e que, para ele, cada pessoa (seja como seja) é importante e tem um valor grandíssimo.

Quando nasceu o menino, não podia acreditar no que eu estava vendo!

Não tinha nada a ver com o que o médico tinha falado para os pais. O bebê tinha o corpinho perfeito, respirava, movimentava os braços, as pernas... Pude administrar o Sacramento do Batismo e sentir amor por aquela criança que estava com os olhos abertos.
No momento em que derramei água na sua cabeça para o Batismo, caíram algumas gotas no seu olho e ele sentiu-se incomodado. Estive todo o tempo de vida com o recém-nascido! O Senhor concedeu-lhe a graça de nascer e de ser amado pelos seus pais e de ser testemunha de Cristo, servo sofredor, que aceitou a vontade de seu Pai naquele hospital. Para as enfermeiras, para os médicos, para os seus pais e, principalmente, para mim, que via naquele neófito a imagem de Cristo!

Foram 36 minutos de vida, durante os quais pude falar, rezar e até mesmo pedir a intercessão no céu por mim, pelos seus pais e pela nossa Paróquia. E assim o Senhor lhe chamou: "Vinde, benditos de meu Pai" (Mt 25, 34). Cumpriu-se a promessa de Cristo: "Pai, aqueles que me deste quero que onde eu estou também eles estejam comigo para que contemplem minha glória..." (Jo 17,24)

Nunca mais esquecerei este momento tão precioso para mim,
à minha vida e ao amadurecimento da minha fé.

Gostaria de que neste momento, estivessem tantos que são a favor do aborto e que me tentassem explicar como é possível defender tal atitude diante e uma pessoa indefesa, seguindo a lógica de que só os perfeitos podem viver. Acredito que tais pessoas nunca experimentaram o amor.

A pessoa não é só perna, só braço, só cérebro...

Senhores médicos, senhores políticos e todos aqueles que tem a autoridade de fazer leis, pensem naquilo que vocês estão tentando legalizar, pois aquilo que vocês falam não condiz com a experiência que eu vivi... não nasceu nenhum monstro, mas um filho de Deus que foi amado por Ele, pelos seus pais e por mim.

01 de setembro de 2006
Pe. Alessander Carregari Capalbo
Paróquia Santa Maria dos Pobres - Paranoá - DF
/ http://www.santamaria.org.br


...desculpem-me a frieza deste post,
mas não pude resistir a deixá-lo aqui
para um debate democrático, é claro.

...como nem tudo está perdido,
graças à Deus existem também os espíritos
iluminados que repartem conosco
seus maravilhosos pensamentos altruístas.

...vejam a seguir:

«Parece-me tão claro como o dia,
que o aborto é um crime.»
(Mahatma Ghandi)

«Se um óvulo fecundado não é por si só
um ser humano, ele não poderia tornar-se um,
pois nada é acrescentado a ele.»
(Prof. Lejeune)

«A sociedade não tem que lutar contra
a "doença", suprimindo o "doente".» (
Prof. Lejeune)

A criminalização do aborto reduz a barbaridade:
«A moral não pode ser promulgada como uma lei civil,
mas o comportamento pode ser regulado.
Os decretos [...] não podem mudar o coração,
mas podem limitar a crueldade.»
(M. Luther King)

«É totalmente falsa e ilusória a comum defesa,
que aliás justamente se faz, dos direitos humanos
– como por exemplo o direito à saúde, à casa,
ao trabalho, à família e à cultura,
– se não se defende com a máxima energia
o direito à vida, como primeiro e frontal direito,
condição de todos os outros direitos da pessoa.»
(João Paulo II)


«Todas as flores do futuro,
estão nas sementes de hoje.»
(Provérbio Chinês)

«Não pararemos enquanto for possível encontrar
nas nossas cidades uma mulher que diga:
Eu abortei porque não encontrei quem me ajudasse.»
(Madre Teresa de Calcutá)

Abraços






enviada por Vivian



27/09/2006 15:41





Gente,
como o Brasil é difícil.
A burocracia começa muito antes da criança nascer.
É muito documento para o hospital,
muita guia, muito carimbo, muita autenticação.
Depois,
muita fila, documentos e testemunhas para registrar.
Para morrer, é a mesma coisa. Ou pior.
Mais da metade da vida do brasileiro
deve ser enfrentando intermináveis filas.
Tirando certidão disso e daquilo,
averbando, pagando taxas, tirando cópias
ou escutando
“Agora, leva isso para a seção lá do quinto andar”
“Está faltando uma assinatura do subchefe”
“Foi tomar um café”
“Volta daqui um mês”
“Só depois da análise técnica”
“A tia dele morreu. Só na outra semana.”
........
Presenciei:
-Sabe ler e escrever?
-Não!
-Então, me dê uma declaração que é analfabeta.
.........
Um dia, me exigiram:
Traga o “Atestado de Vida e Residência”
-De quem?
-Do Senhor, ora.
-Mas eu estou vivo aqui, ó.
-Só com o Atestado.
-Mas eu já lhe mostrei meus documentos...
-Mas e se o Senhor não for o Senhor?
-Já lhe dei a Certidão, RG, CPF, OAB...
-Sem o Atestado, como qu’eu sei se o Senhor tá vivo?
...........
Quem pensa que exagero,
experimente abrir uma empresa no Brasil,
depois,
experimente fechá-la.

Arnaldo Romano

...endosso todas as palavras do Poeta,
infelizmente este é o nosso país.




enviada por Vivian



18/09/2006 15:09




Liberdade de pensamento
Liberdade para professar a fé que se quer
Liberdade para andar na rua sem medo
Liberdade para decidir se vota ou não
Liberdade para escolher o candidato
Liberdade para escolher o Partido Político
Liberdade para escolher o parceiro de caminhada
Liberdade para escolher os amigos
Liberdade para escolher o amor que se quer viver
Liberdade para dizer o que se pensa
Liberdade para ouvir ou não o que se quer
Liberdade para ser o que se quer ser
Liberdade para ser combativo ou pacifista...
Liberdade para optar em ser feliz, ou não!!






enviada por Vivian



16/09/2006 16:16






UMA PERGUNTA QUE ESTAVA ENTALADA AQUI EM MINHA GARGANTA

Estamos ao final mais uma campanha presidencial
e vejo o desepero batendo à porta de cada um
dos candidatos ao poder.
Candidatos ao poder sim.
Porque nada mais que isso eles buscam.
Poder nas mãos para mandar e desmandar
no país como bem entenderem.
E amor pela pátria pouco vemos.
Seriedadde, hombridade ou capacidade governamental,
isso não existe.
E não existirá enquanto a política for remunerada
com esses salários aviltantes em comparação com
o salário do verdadeiro trabalhador.
Aquele que vive na corda bamba, aquele que vive
apinhado nas conduções para chegar ao emprego,
trabalhando na maioria das vezes sob pressão,
desnutrido, e maltratado.
Estes sim fazem jus a ter em suas contas o dinheiro
suficiente para viver dignamente com o fruto do trabalho,
do suor, da capacidade para mover, enobrecer um país.
Mas não...
Os valores estão invertidos na humanidade.
Fico observando a infinidade de e-mails políticos
que recebo e todos eles atacando-se desregradamente, desesperadamente, denunciando falcatruas
de um e de outro mas esquecendo-se de que
não somos alienados, imbecis ou que desconhecemos
as maracutaias, as bandalheiras praticadas
em qualquer tempo, e existentes em todo meio político,
seja ele de que partido for.
Programa de governo?
Onde tem?
Quem apresenta seu programa sem atacar o adversário?
Acusações mútuas, estas sim explodem sem miséria
em nossas faces.
Mas o mais engraçado é que reservam todas as acusações
para serem feitas ao final da campanha, quando sabemos
que as malandragens, os crimes ou roubalheiras,
são cometidos durante toda gestão de qualquer mandatário.
Então, por quê guardar no bolso o tempo todo,
para só depois na luta pelo poder, abrir as latas de lixo
e sem ética despejar toda sujeira em nossa vida,
em nossas caixas de e-mails, em nossos televisores
ou em nossos rádios enfim?

Vivian






enviada por Vivian



14/09/2006 21:10

FACE AO TERRORISMO

Muitas pessoas gostariam de participar de uma discussão moral sobre como deverá o homem haver-se com o terrorismo e a maldade organizada em geral. De um lado vem a idéia de amor e perdão, vigente na alma das pessoas bem formadas. De outro lado existe aquela noção imperativa de que o bem organizado também precisa
de defesa. Analisemos as duas faces. É preciso perdoar sempre,
a nós mesmos, ao ofensor comum e ao próprio inimigo, aqui incluindo os terroristas e seqüestradores. Uma certa senhora americana, mostrada pela televisão, chorava de mágoa e terror diante da tragédia que presenciava em Nova York, na última terça-feira. Ao falar pelo microfone, conclamou o governo de seu país
a não machucar os terroristas, a tratá-los com amor, pois os coitados não passavam de pobres ignorantes.
Como é que a gente recebe uma fala desta?
Como é que se aplica o amor?
Como iremos conviver com uma realidade assim?
Nosso senso comum de seguridade pessoal clama por uma resposta.
E nosso conhecimento de ética nos informa que precisamos modificar educando. É certo que não se pode deixar passar sem providência. Imaginemos o resultado final de uma ação aplicada: segundo desejamos, quando tivermos terminado nossas ações defensivas
e reparadoras, usando métodos idealmente educativos,
os agressores terão deixado de sê-lo, estarão plenamente integrados na sociedade, respeitando os direitos alheios com natural continuidade. Isto é o ideal e decorre da aplicação
do amor.
A pergunta, agora, é: tem jeito de fazer isso, na atualidade,
com os terroristas e malfeitores do mundo inteiro?
Se tivesse, não há duvida de que a solução estava encontrada.
Mas, não tem. Ninguém conseguirá educar os terroristas, não enxergamos um jeito de alguém conseguir isto, ainda que o mundo todo se empenhasse.
Não a curto prazo.
Nós não educamos, corretamente, nem a nossos filhos,
quanto mais aos terroristas.
Assim, não adianta ficar clamando, hipocritamente,
que precisamos agir com condescendência.
Mas, tem outra questão: uma retaliação penosa aos adversários, quando forem identificados, será levada com qual finalidade, considerando que a punição não é educativa?
Qual o objetivo de machucar o homem que nos machucou?
A resposta que ocorre é amarga e perversa: o objetivo é vingar,
é fazer o outro provar o remédio doloroso que nos ministrou.
Não vamos dizer que é para ele aprender, porque a vingança assusta, mas não ensina.
Colocando-nos na posição do governo americano, como deveríamos agir?
Se retaliarmos seremos criticados pelo mundo todo, como maus
e inferiores.
Se não retaliarmos, seremos tidos como medrosos e fracos
e ainda atrairemos todos os outros terroristas de plantão
para virem jogar nossos aviões de passageiros contra os nossos prédios.
Então, como fazer?
A resposta a isso é de cada uma.
Vamos fazer somente aquilo que nossa realidade permite.
Reservar-nos-emos o direito de avaliar as ações quando
elas forem feitas.
Mas, qualquer que sejam, sempre haverá gente pensando
que deveriam ter sido de outro modo.
O mundo está discutindo o problema do terrorismo internacional. Pela imprensa as pessoas se levantam para gritar sugestões de procedimento resolutivo.
O que eu ainda não vi foi alguém ensinar algo sobre a resolução real do problema. É preciso perguntar porque o terrorismo surgiu
e está vigindo.
Se não descobrirmos isto não o erradicaremos.
Vamos supor, só para argumentar pictoricamente,
que no mundo todo existissem 168.497 terroristas.
As nações, irmanadas pela dor, se dariam as mãos para procurá-los e detê-los todos.
Agora, diante de um tribunal multinacional, fossem julgados e condenados à morte e, solenemente executados.
Poderia o mundo dormir tranqüilo e despreocupado doravante? Evidentemente que não.
Outros terroristas logo surgiriam.
A causa que deu origem ao desatino continuou viva e atuante. Logo, logo surgiriam outros e mais audaciosos ainda.
Não adianta a um médico tratar do pé de um paciente que tem um prego dentro do sapato.
Quando é que a humanidade vai aprender que curar os sintomas não faz a doença desaparecer?
Estive pensando se não chegou a hora de a humanidade se juntar para compor uma comissão de alto nível com a finalidade de pensar numa série de medidas capazes de resolver o problema, mas resolver mesmo. Ela estudaria as causas profundas, aquelas que estão na raiz, nas entranhas da intimidade. O que é que poderia ser encontrado ? Talvez não um, mas dezenas de fatores causais. Dentre estes poderíamos pensar, assim, imediatamente, os grandes bolsões mundiais de miséria; a tremenda desigualdade social; a enorme exploração dos pobres pelos ricos; o aviltante escoamento de riqueza dos países pobres para as nações ricas (o Brasil já pagou a sua dívida externa várias vezes e, no entanto, continua devendo muito mais do que tomou emprestado, por causa dos juros); a negação dos países ricos em combater a poluição; o bloqueio dos países ricos contra toda sorte de investigação científica que aposente o uso do petróleo; a volúpia das grandes nações de serem, perpetuamente, admiradas como grandes. E há, naturalmente, muitos outros fatores. Acrescente-se a isto a existência de povos que cultivam crenças religiosas radicais, fanáticas, ensinando a seus fiéis que não pode haver nada mais honroso e mais divino do que dar a própria vida pelo bem de suas causas; ensinam também que os países ricos são os inimigos que precisam ser destruídos. E os ricos vão pagar a conta porque não tiveram a grandeza de combater internamente aqueles fatores realmente detestáveis. Se este raciocínio for verdadeiro, como é que nós, expectadores apreensivos à distância, nos sentiremos ? Consola-nos que, tomando consciência de um rumo, adotando, só para nós, uma diretriz benevolente, poderemos, um pouco que seja, sossegar o nosso ímpeto, diluir a nossa indignação.

Rodrigues Ferreira
Terapeuta Holístico
- 18/9/01

...este post vem do comentário deixado aqui no SC pelo
meu lindo André Luis,
do blog http://espirita_aeluz.blig.com.br
e é claro que mereceu estar estar aqui pela riqueza
de reflexão do Prof. Rodrigues.
leiam, vale a pena.








enviada por Vivian



12/09/2006 02:05




A História nunca foi escrita em tempo real.
Se Cristo ainda é polêmica à ciência,
Que dirá do 11 de Setembro,
Com apenas
5 anos?
Qual a verdade por trás desse manto?
Negociata de petróleo?
Comércio de armas?
Sectarismo?
Tênue linha separa traidor e herói.
Por qual ótica são eleitos
Vencido, vencedor e
Mártir?
A névoa que cobre o 11 de setembro,
Outras gerações
Responderão,
Quando a História reler a
história.
Até lá,
Só o murmúrio,
Só o mistério
Só névoa.
Assim são esculpidos os
deuses,
Assim, desenhados os
Canalhas.
Mas,
Nessa lenta bigorna,
A pergunta que não se cala:
11 de Setembro de 2001,
foi uma farsa?

Arnaldo Romano



enviada por Vivian



08/09/2006 15:39


Peça para um homem descrever um mulherão.
Ele imediatamente vai falar no tamanho dos seios,
na medida da cintura, no volume dos lábios,
nas pernas, bumbum e cor dos olhos...
Ou vai dizer que mulherão tem que ser loira,
1,80 m, siliconada e com um lindo sorriso.
Mulherões, dentro desse conceito,
não existem muitas:
Vera Fisher, Malu Mader, Adriane Galisteu,
Letícia Spiller, Lumas e Brunas.

Agora, pergunte para uma mulher o que ela considera
um mulherão e você vai descobrir que tem uma
em cada esquina...
Mulherão é aquela que pega dois ônibus
para ir ao trabalho e mais dois para voltar e,
quando chega em casa, encontra um tanque lotado
de roupa e uma família morta de fome.
Mulherão é aquela que vai de madrugada para a fila
garantir matrícula na escola e aquela aposentada
que passa horas em pé na fila do banco para buscar
uma pensão de R$ 240,00.
Mulherão é a empresária que administra dezenas
de funcionários de segunda a sexta e uma família
todos os dias da semana.
Mulherão é quem volta do supermercado segurando
várias sacolas depois de ter pesquisado preços
e feito malabarismo com o orçamento.
Mulherão é aquela que se depila, que passa cremes,
que se maquia, que faz dietas, que malha, que usa
salto alto, meia-calça, ajeita o cabelo e se perfuma,
mesmo sem nenhum convite para ser capa de revista.
Mulherão é quem leva os filhos na escola, busca os filhos
na escola, leva os filhos na natação, busca os filhos
na natação, leva os filhos para a cama, conta histórias,
dá um beijo e apaga a luz.
Mulherão é aquela mãe de adolescente que não dorme
enquanto ele não chega.
É quem, de manhã bem cedo, já está de pé,
esquentando o leite.
Mulherão é quem leciona em troca de um salário mínimo,
é quem faz serviços voluntários, é quem colhe uva,
é quem opera pacientes, é quem lava a roupa para fora,
é quem bota a mesa, cozinha o feijão e, à tarde,
trabalha atrás de balcão.
Mulherão é quem cria os filhos sozinha,
é quem dá expediente de 8 horas e enfrenta menopausa,
TPM e menstruação.
Mulherão é quem arruma os armários, coloca flores
nos vasos, fecha a cortina para o sol não desbotar
os móveis, mantém a geladeira cheia
e os cinzeiros vazios.
Mulherão é quem sabe onde cada coisa está,
o que cada filho sente e qual o melhor remédio
para azia.
Lumas, Brunas, Carlas, Luanas e Sheilas:
mulheres nota 10 no quesito lindas de morrer,
mas mulherão é quem mata um leão por dia!

Martha Medeiros

...já que o Arnaldo chamou atenção sobre as Amélias,
que eu acredito estar escondidas em todas nós,
escravas da modernidade, lembrei-me aqui deste texto
da Marta Medeiros, que tão bem descreve
a verdadeira mulher, que, estas sim, podem e devem
ser chamadas de Amélias, porque foram obrigadas
a se tornarem verdeiras Amélias/mulherões,
frente às mudanças de valores na sociedade
machista e feminista.
Dois polos que se merecem, porque brincam
com coisas sagradas.
E isso tem preço e consequências imprevisíveis...





enviada por Vivian



06/09/2006 22:43




Peço passagem à modernidade,
Peço licença às feministas,
Procuro Amélia.
Não Amélia forno-fogão, trouxa de roupa.
Mas Amélia mulher.
Mulher tentação.
Que recebesse uma flor,
Ouvisse serenata,
Inspirasse poemas,
Chorasse única lágrima,
Pedisse ombro
e
Amasse o amor.
Cadê Amélia,
De flor nos cabelos,
Feitiço nos olhos,
De magia,
Meiguice e sedução,
Cadê?
Não procuro sobrenome.
Nem endereço.
OAB, CRM... Faz diferença?
Procuro só Amélia.
A Amélia
Que existe em todas mulheres.
Silenciada,
Submissa, extenuada
Por não mais ser
Amélia.

Arnaldo Romano






enviada por Vivian



31/08/2006 21:01

Se já houve razões para nos sentirmos indignados, vivemos na plenitude esta situação.

Nos sentimos, às vezes como uma árvore abandonada num campo ermo.

Os malfeitores andam livremente e comandam ações.

Nos olham como vitimas indefesas do poder.

Os mal intencionados, os corruptos, se vestem do mais fino linho e vivem suntuosamente, sorrisos de impunidade estampados no rosto, zombando do povo e da honestidade.

Os "obreiros da iniqüidade" são elevados aos mais altos postos do poder e tiranizam seus irmãos menos favorecidos da nação, taxando-os com impostos e taxas que a historia jamais conheceu, embutidos em tudo que compram para não poderem escapar à taxação, canalizando os recursos para o enriquecimento pessoal de uma cúpula dominadora e cruel.

Estes elementos já sabem estar acima da lei, e andam com arrogância pelas ruas do país, vivendo na soberba da vida, aquecendo-se à luz do conforto e de grande prosperidade, desviando dinheiro para o exterior; e, em alguns casos providenciando dupla nacionalidade para a qualquer momento estar na Itália ou outro país qualquer longe das garras de uma já improvável ação da justiça.

E nós, assistimos tudo isto com certa passividade, brincamos com isto, enviando charges destes elementos que no fim acabam divulgando sua figura e, paradoxalmente, até tornando tais canalhas simpáticos à uma parcela da população menos preocupada com a realidade.

Mas! Podemos sim levar a situação a sério, divulgar as mazelas, divulgar idéias, tentar derrotar uma situação que se sente invencível, apesar do uso da máquina e de todo dinheiro público que será gasto indevidamente para que se mantenham no poder.

Podemos mais! Podemos nos esquecer momentaneamente das vantagens pessoais que tais elementos nos dão e pensar no país, em nossos filhos e netos, que ao agirmos contra nossos princípios, mesmo assim pode vir a derrota; e não sairemos sequer com a consciência tranqüila.

Podemos colocar um grãozinho de areia nesta engrenagem cruel e com isto tentar emperrar a máquina que está tentando provar que o crime, em todas as esferas, compensa.

Vamos colocar nossas consciências a serviço do país e do povo.

Nossos filhos e netos agradecerão.


Baseado em texto do The Silver Lining,
publicado no livro Mananciais no Deserto. - Lettie Cowman


enviada por Vivian



28/08/2006 18:03

Empertigado no terno de linho importado,
o cavalheiro de óculos escuros e anel reluzente explicava
a maravilha que era Las Vegas. “Não há pobreza, doutor.
O jogo é gerador de empregos e o maior distribuidor de rendas.”
Essa ladainha me acompanhou por quase toda vida profissional.
Em algumas cidades, piedosamente travestida de “atividade social da Igreja” ou dum “Santo Padroeiro.” Em outras, tanto podia ser para ajudar creches e asilos, como para soerguer falido time de futebol. O repertório de justificativas era vasto e folclórico.
Dois casos, em especial, ficaram na memória. O primeiro, foi a honrosa visita de um Prefeito acompanhado do Presidente da Câmara, vereadores, algumas viúvas e meia dúzia de prostitutas.
Todos me provaram que eu era “um estorvo ao progresso da cidade”
e foram didáticos: “O pessoal daqui anda 2,5 quilômetros e joga noutro Estado.” O segundo, era um cidadão dizendo-se uruguaio. Entulhou minha mesa com estatísticas, demonstrando que onde
o jogo é livre o PIB é alto e a assistência social muito melhor.
E arrematou “por que o Estado pode praticar todo tipo de jogo de azar e ao particular é proibido?” Por cima, me provou que,
com um caminhão-baú de mudanças equipado, em quarenta minutos montava e desmontava, em qualquer chácara da periferia, um completo cassino, não faltando teclado e saxofone, nem “garotas vestidas de coelhinhas.”
O certo é que, hipocrisia à parte, o jogo existe. Está aí.
Só não enxerga a Autoridade que não o quiser ver.
E tem jogo para todo tamanho, idade, gosto e bolso.
Seja beato como os bingos que levam o dinheiro da terceira idade, ou os que fazem a alegria dos carnavais milionários.
Não podendo esquecer os dissimulados, aqueles com maquiagem
na televisão. Muito menos os escolares, que alegram desde a criançada aos universitários. Aliás, certos setores de algumas escolas públicas são auxiliados por bingos, quando o Estado não se faz presente.
Tampouco, não se pode desfocar que, em cada esquina, o Estado está presente com farta bateria de jogos (loterias, Sena, Mega, Loto, Quina....), estimulando, e até ensinado, a jogar através de corriqueira propaganda pela mídia.
Para não perder tempo falando no “Jogo do Bicho”, direto à questão:
- Conquanto todas e quaisquer formas de jogos arrecadassem tributos, destinados à educação e saúde,
o jogo poderia ser livre?

- Arnaldo Romano -





enviada por Vivian



22/08/2006 23:27






EUTANÁSIA

Vicente nasceu pobre. Antes dos cinco anos,
já trabalhava na enxada. Não tinha roupa, agasalho, calçado,
muito menos remédio. Nunca soube o que era sábados, domingos
e feriados. Mas altivo e honrado. Previu que para “ser alguém” teria que buscar a cidade-grande. Com a roupa do corpo e uma chuteira emprestada, chegou à Capital num vagão
de última classe.
Passou fome. Não tinha onde dormir.
Com obstinação, agarrava-se a qualquer serviço.
Trabalhava dia e noite. Nunca teve um único dia de repouso. Econômico e prudente, economizava cada centavo.
Comprou o primeiro barraco. Casou-se.
Tiveram apenas um filho.
Multiplicou-se no trabalho.
Comprou outro barraco.
E mais outro.
E outro mais. Construiu uma casa, outra, mais outra e outras.
Sem um dia de descanso. Pouco a pouco, foi sendo conhecido
e respeitado pela comunidade.
Sua palavra tinha o lacre da verdade absoluta.
Conseguira “ser alguém”. Sempre digno. Sempre ereto.
Com mais de 80 anos, ainda trabalhava sem conhecer repouso,
lazer, facilidades. Já beirando os noventa,
assomou-lhe doenças. Desconectado com a vida pela esclerose múltipla e trombose mesentérica, foi internado com quadro terminal.
Falência de todos órgãos, menos o coração teimoso.
Entubado, no respirador e com o soro correndo direto,
jazia feito um trapo na cama.
Cada um dos três médicos teve sentença objetiva: “
-É um quadro incompatível com a vida”;
“-Nada mais resta fazer. É o fim”; “-Teoricamente,
já está em óbito”.
O filho, às 14 horas de um sábado, diante
da irreversibilidade e da agonia por tempo indefinido,
pediu aos doutores que os aparelhos fossem desligados.
Ouviu três sonoros
“Não!” e a saraivada de “A ética não permite”;
“Seria uma desonra;” e “Isso eu não faço”.
Uma semana se passou em profundo sofrimento.
Exatamente às 14 horas do outro sábado, quando, impotente,
o filho via seu pai morrer colocando fezes pela boca,
uma jovem médica que acorrera, afirmou “
- Tenho condições de lhe dar algumas horas de vida...”
O filho impediu. E a morte burocrática, enfim, completou-se.
Questões elementares surgiram: “-É ético perpetuar
o sofrimento?” “-É moral impedir que a vida seja substituída
pela irrealidade?” “-É respeitoso impedir que um irreversível tenha morte respeitosa?” “-Para satisfazer ao egoísmo da família, é correto prolongar o sofrimento ou vida artificial?”
“-Temendo a censura pública, é moral ignorar a realidade
de um moribundo ?” “-Ética, Moral e Religião têm poder
sobre um cérebro que não mais exerce suas funções,
inclusive a de raciocinar?” “-Onde termina o certo
e começa o erro?”
“-Há dignidade em se permitir que um inconsciente
atinja estágio de degradação total?”
“O filho? Era eu”.

Arnaldo Romano










enviada por Vivian



17/08/2006 03:56

Liberdade!
Entra ano , sai ano.
Traiçoeira, a mocidade logo passa.
Lenta, demorada e penosa acontece a velhice.
O tempo escorrega por entre os dedos da vida
até chegar ao nada da morte...
E a exclamação “Liberdade” teima ficar ecoando
aos ouvidos, como rufar de distantes tambores.
Liberdade!
O que será a Liberdade?!
Pagaram para que eu nascesse.
Paguei para viver.
Pagarão para me devolver à terra.
Desde o primeiro vagido, desde o primeiro sonho,
desde o primeiro degrau até ao declínio, tudo pago...
Só pagando, pagando.
Liberdade!
É produto acabado?
Paga-se por um pacote, ou por uma nuvem distante?
Se a população é seviciada pela Liberdade,
e bem mais da metade dos 180 milhões sobrevive
de fé e migalhas, fui tentar entender a Liberdade
sob os viadutos, escutá-la nas degradantes filas
pelas madrugadas, acompanhá-la do lado de cá dos
balcões dos Ministérios, enxergá-la - desdentada e rota
- chorando por uma assinatura, clamando por uma atenção, gaguejando pelo pagamento que não veio, suplicando
por um direito, disputando uma receita do “Seu” doutor,
esfolando-se por um comprimidinho, anulando-se
pelos derradeiros sete palmos de terra que pensavam
que o filhinho, que escarrava sangue, tivesse
no latifúndio da Liberdade...
Liberdade é isso?!
E o político bem nutrido, redondo, perfumado,
de fala bonita, que chega na terça e some na sexta?
Aquele, o oferecido, que prometeu, jurou e até fez voto
de pobreza, o que se dizia honrado e de mãos limpas,
que espumava no repique do “eu farei, eu defenderei,
eu lutarei, eu salvarei”, cadê ele?
Dele ficou o som distante de uma palavra mágica,
lançada ao vento do faz-de-conta: “Dignidade.”
Liberdade, Dignidade... até rimam.
Mas apenas rimam, nunca se acasalam.
Muito menos procriam.
Há dignidade na fome?
Há liberdade naquele que suplica?
Mas tinha que ser assim mesmo.
Afinal, qual pobre saberia comer brioche?!

Arnaldo Romano




enviada por Vivian



14/08/2006 23:47




...recebi assim, não sei se procede,
mas do jeitinho que as coisas relacionadas
à religião, se apresentam, tenho cá minha opinião,
e espero a de vocês.

"que as nossas igrejas viraram um local comercial,
isso todos nós sabemos.
haja vista os "carnets", "ofertas", e ou "dízimos"
que são oferecidos em todas as pregações,
em todos os cultos evangélicos.
digo isso com conhecimento de causa, porque
tenho e vivo na família com situações desta
natureza, onde todos os participantes são
capazes de doar boa parte de seus rendimentos
esquecendo-se de irmãos que vivem nas ruas
como animais acuados, maltratados pela fome,
pelo frio, pela frieza de nossos corações
egoístas, iludidos por um pedacinho no "céu"?!"

Vivian








enviada por Vivian



12/08/2006 23:30

Pitigrilli teria dito qualquer coisa como:
“Os homens pensam que fazer filhos é tão fácil
como tomar um bonde.
Esquecem-se que estão convidando uma alma inocente
para um miserável banquete coletivo.
Esquecem-se que não estão fazendo uma criança, mas um homem”.

O que me preocupa é a banalização da pessoa pela própria pessoa.
A mediocridade dos sentimentos.
O leilão dos filhos. A falência do amor.
A brincadeirinha chamada responsabilidade.
Lar virou coisa episódica, tão descartável
como refugo de baralho. Como numa grande mercearia,
afetos e ódios estão enlatados nas mesmas prateleiras
da omissão, ausência e desprezo..
É chegar, pegar, consumir, jogar fora, tão inútil
como qualquer jornal lido.
Passei mil anos contemplando a miséria humana.
Vi o milionário comprando duas deusas da noite, nuas,
dentro de um ovo de páscoa especialmente construído
para elas.
A família, sorridente e batendo palminhas, assistiu
ao garoto, no seu aniversário de dezesseis (16) anos,
desfazer os laços coloridos daquele presente.
O menino cresceu. Deixou de ter apenas 16 anos.
Aos vinte, já era viciado. Traficante, aos 22.
Com vinte e três, latrocínio. Por 5 anos, ficou preso.
Foi degolado vendendo maconha nas celas.
Vi meninas, quase crianças, assistindo festivos namoros
da jovem mãe. Hoje, todas são aidéticas. Pedem esmolas.
Nenhuma tem 18 anos.
Vi pai e mãe, aos gritos, trocarem murros e palavrões
junto aos filhos.
Neste momento, cada um está em lugar diferente:
a mãe no hospício, o pai na prisão, a filha mais velha
num prostíbulo e a outra, mendiga e alcoólatra.
O rapaz, desaparecido faz tempo, dizem que é assaltante no Rio.
O que me angustia é a banalização do ser humano.
É todo o mistério da Criação sendo desprezado como coisa rotineira, insignificante produto de uma trágica linha de montagem. Objeto saído de uma fábrica, jogado de um
lado para outro, escravo de uma engrenagem impessoal.
O que me angustia são os pais brincar com vidas.
O que deprime é ver bolinhas de existências ao sabor da irresponsabilidade. Queiram ou não, filho será imagem e semelhança. Se a carga genética é fardo pesado, a herança
da educação e convivência, é cruz fatal.
A Lei do Retorno existe e é fria.
Outro dia falamos do PCC. Pois bem, mais terrível
que a realidade do fenômeno social, é saber que a maioria das crianças desses ambientes inspira-se nos exemplos à sua porta. Seja pelo status junto à comunidade, seja pela fortuna rápida
e até mesmo pelo falso sentido de heroísmo... seja pelo desprezo que já nutrem pela vida. Não lhes resta outra referência de valor. Isso é alarmante. Política e socialmente alarmante.
Sobre a miséria humana não há poesia.
Apenas cruzes.

- Arnaldo Romano -



enviada por Vivian



10/08/2006 03:46

PCC, O PREÇO.

O Brasil acordou assustado para a realidade: estava em chamas.
Uma guerra civil, sem ideologia, explodira. Um exército chamado PCC matava, incendiava, destruía prédios públicos, ridicularizava instituições, dominava pontos estratégicos, dava ordens, cornetava toques de recolher. Fez parar uma cidade que nunca parava. Imobilizou o Estado que é locomotiva. Aterrorizou a Nação.
Ninguém entendia nada. Os teóricos de plantão falavam tudo
e diziam nada. Um marginal que citava filósofos e lera 3 mil livros, da sua cela solitária comandava, como um Napoleão
ou São Jorge Guerreiro, milimétricas ações.
Um Ministro, de olhar espantado, oferecia tropas.
Um Governador, de sobrancelhas arrepiadas e voz inaudível, rejeitava. E o fogo queimando, gente morrendo, o pânico alastrando. Era o caos, o inferno.
Tem explicação? Tem. O marginal, em seu estado bruto,
é um dependente.
Tem profundo sentimento de hierarquia.
Teme e respeita a polícia.
Não se insubordina contra a prisão.
Compreende e aceita sua situação.
Mas, no instante em que, ao contrário de levar porrada,
é forçado a dar dinheiro, dividir o produto do crime
e disponibilizar o sexo da mulher, namorada ou amante,
inverte radicalmente as posições: assume o controle,
dá ordens, negocia, faz ameaças, demonstra força,
lidera e infunde respeito aos do Estado.
Cria seu grupo. Associa-se a outros.
Demarca territórios.
Instala uma central de comando ainda que esteja solitário. Determina ações. Administra aplicações do dinheiro.
Sabendo a cotação das drogas, sabe onde e quando comprar,
onde e quando vender. Tem domínio total sobre os comandados. Tornou-se importante. Garante votos. Garante dinheiro.
Garante sexo. Ordem sua, ordem cumprida.
O aparelho estatal, profissionalizou o marginal.
Tirou-o do anonimato e lhe deu status.
Pior que isso, tornou-se seu sócio.
Outra explicação, também é de viés estatal: a LEP, a famigerada Lei de Execuções Penais. Nenhum brasileiro honesto, trabalhador, religioso, pai-de-família honrado e contribuinte fiel,
tem tantos direitos assegurados como desfruta o pior dos bandidos. Um acinte à inteligência.
Um deboche à mulher, ao homem, ao jovem que trabalham.
Um desrespeito ao que, com extrema dificuldade,
paga todos impostos e que, do Estado, recebe absolutamente
nada em retorno. A não ser a humilhação de intermináveis filas, bocejantes funcionários, dezenas de documentos que nunca estão completos e uma burocracia que leva ao hospício.
Essa LEP é a demoníaca bigorna onde se moldam os piores bandidos.
A coisa mais burra produzida pela “bendita” cabeça dos jubilados pensadores do Direito. Nem em piedoso asilo há tanta ternura
e cuidados.
Coincidência ou não, uma das odiosas explicações está na lama putrefata dos escândalos políticos e a deslavada impunidade. Parece que não, mas se a eles, os do colarinho branco, regiamente pagos com o suado dinheiro dos nossos impostos, nada acontece,
por que ao bandido, homem comum, inculto, normalmente da favela, deveria suceder a prisão? Raciocínio simplista?! Absolutamente, não! A quebra da ética administrativa e o debochado assalto ao erário, atingem em cheio a mentalidade marginal. Basta comparar:
a cada escândalo palaciano, uma nova escalada criminosa.
Não que seja ato de repúdio de algum cinematográfico
bandido-romântico. Apenas estímulo à sua bem nutrida índole criminosa. E no crime, como em todos outros segmentos sociais,
a vaidade impera.
Quanto maior o golpe, mais a mídia enfoca o deputado,
senador ou presidente.
Quanto mais mirabolante o assalto, mais notoriedade pelo jornal, televisão e rádio, elevando a cotação do bandido, permitindo-lhe ascensão em seu meio. Isso, para ele, é prestígio, segurança
e lucro.
Afinal, seja à margem do Paranoá, ou no equilibrante barraco
da favela, a argila é uma só.
Os atos da atual guerrilha do PCC são, portanto, o somatório
de vários fenômenos: uma Lei ingênua e adocicada que agasalha facínoras como se fossem querubins; uma corrupção endêmica
e a conseqüente impunidade; a decadência moral do País,
sobretudo, nas Casas que fabricam leis...e as desprezam...

Arnaldo Romano






enviada por Vivian



09/08/2006 15:39

Está aberta a temporada de caça.
Não às raposas, que são espertas.
Mas aos eleitores, que são idiotas.
Entre o dramático e o cômico, do cinismo ao cretino,
novamente a ópera bufa.
Nada de novo sob o sol: picadeiro, atores e script
são praticamente os mesmos.
Ensaboando a Nação de tal forma, que um político qualquer,
sabe-se lá por qual alquimia, já no seu primeiro mês,
ganha mais que um Professor Universitário,
que um General de Exército ou um Cientista.
Deve ser por fenômeno como esse, que atribuem ao País
o rótulo de “Livre e Soberano.”
Aliás, de tão Livre, que a todos cidadãos assiste
o detestável contra-senso de exercer seu direito
à “Liberdade ao Voto Obrigatório.”
E os doutores da democracia repetem o carunchento
“Vox populi, vox Dei”.
Uai, Deus é imbecil?!

Arnaldo Romano


enviada por Vivian






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